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Estou numa fase em que as mudanças não ocorrem só comigo, mas com quase todos que estão a minha volta. Hoje em dia, diferente de algum ou muito tempo atrás, as pessoas estão mais e menos abertas. Mais e menos felizes ou simplesmente mais e menos ricas. Mas uma possibilidade que eu vejo – não, não é sobre a erradicação da gripe suína – é a de que pessoas más de repente, se tornem ovelhas pacíficas e gentis, que merecem todo nosso amor, carinho, dedicação e perdão. Ah, me poupe, ninguém muda de repente.
Eu acredito que o processo de mudança em alguém seja lento, ou pelo menos, deva ser. Ninguém se toca em semanas – tá, alguns meses, mas ainda é pouco – que é um ser tapado, sem escrúpulos e que faz mal a pessoas que nada tem há ver com elas – ou não. A questão que eu ponho hoje no desencane é a seguinte:
Pode alguém mudar da água pro vinho de repente, sem aviso prévio?
Minha opinião? Ah, é óbvio: Não.
Tudo isso começou quando eu estava xeretando no Orkut e eu vi que uma garota que odiava outra, que a havia xingado de falsa pra baixo estavam novamente felizes e juntas – eu ri, óbvio – como se uma nunca tivesse traído a outra e como se a outra nunca tivesse feito a caveira da outra. Eu confesso não gosto da ‘vilã’ em questão, aliás, quem sou eu pra não gostar dela? Vamos melhorar essa frase: “Eu não aprecio a companhia, voz, presença, nome e afins dela porque COMIGO ela foi falsa, falsa, falsa e um pouco mais falsa e uma espécie de vilã de novelinha Teen – Malhação!
Não sei o que ela ganhou me prejudicando, mas aposto que não foi muito – tá deve ter sido o prazer dela me ver magoada e triste, mas pra sua infelicidade, eu não guardo rancores de você, apenas cuide da sua vida medíocre e me deixe em paz – e mesmo assim, não interessa, já passou.
Voltando, uma detestava a outra e deixava isso explícito, porém, de repente, não sei como, elas voltaram a ser BFF! – adoro essa minha ironia com menininhas mimadas *-*
Claro, eu não tenho nada a ver com elas, mas eu só usei esse fato pra por em questão a pergunta feita ali em cima e pra explicar o porquê eu acho que Não, se essa garota mudou, meu nome é Bozo e eu não morri.
Primeiramente, eu acho que o processo de mudança de CARÁTER – porque vou te contar, caráter garante as pessoas o mínimo de senso antes de ser um cretino ou cretina em cima da terra – leva algum tempo, e ninguém muda da água do vinho sem ter um interesse fatídico (palavra bonita :D). E a criação conta muito nessas horas, pelo que eu saiba essa garota não ia deixar de se achar a rainha do mundo só para recuperar as BFF perdidas, não, ela tinha que ser muito bem aconselhada pra isso acontecer, por vontade e pensamento próprio, eu tenho certeza, ela nunca mudaria e se pudesse, escravizaria todos e subordinaria metade do mundo para seus desejos – ui, viajei. O caráter – MINHA OPINIÃO, OK? – é uma coisa que adquirimos agora, ou lá pelos 12 anos, você começa a ter noção do que é certo e/ou errado e pode fazer um julgamento rápido das próprias ações; por exemplo, o meu caráter é um ser com opinião e vida própria independente de mim, é difícil passar por cima dele, meu pai fez questão de me criar com tanto caráter, com uma opinião tão moral e cívica que quando eu assisto episódios de falsidade eu chego a sentir ânsia de vomito.
Num segundo ponto, sejamos mais complacentes, que ela tenha realmente notado que é uma idiota – eu não agüento, eu vou burlar essa regra de caráter, eu conheço essa menina como a palma de minha mão e ela não vale nem 99 centavos... – e tenha mudado! Que agora ela está a fim de se regenerar com as pessoas e de ser a garota do ano. Tudo bem, por que não? Mas o que levaria ela a adotar essa circunstancia? Eu acredito que era o abandono que ela estava sofrendo, mas não cabe a eu julgar isso, eu sou apenas um personagem que vê a história dela por fora e graças a Deus, não tenho o porquê querer vê-la por dentro.
Agora eu mudo meu alvo para a menina que voltou a falar com ela. Denomino-a FRACA DA CABEÇA – UIASHAUISHAUISHAUISAHUSIAHUSIHAIUSHAUSHAS. Outra vez, eu não tenho exatamente nada a ver com essa garota, mas não posso deixar de notar notas de inocência – ou pura sem-vergonhice? – que ela tem. Eu poderia até desculpar alguém que me prejudicou, mas voltar a andar e ir a casa dela, ser BFF – ironia *-* - dela novamente? Nunca. Conhecendo bem esse tipo de pessoa, você sabe quem merece um perdão sincero e quem apenas “interessa” como amiga.
Então, deduzindo, eu acho que nenhuma das duas vale nada – nem eu, eu sou pior que elas porque eu vejo o quão ruim elas são em esconder isso. Se quiser ser falsa, atue muito bem e não deixe pessoas como eu (manha?) perceber isso e falar pra meio mundo no blog.
Na verdade, o que eu mudei desde que eu me conheço por gente foi perder bastante parte da minha inocência, não que eu seja malandrona, longe disso, mas hoje eu vejo as coisas com um pouco mais de malícia, eu já percebo o que é sujo e o que é imundo e o que dá pra encostar sem precisar lavar depois. São coisas que você não aprende na escola, a vida te dá algumas lições, e eu acho que quem gosta de bater a cabeça com as pessoas erradas é tão errada quanto elas e se você de repente diz algo de alguém e anda com aquela pessoa, você é pior que ela.
As pessoas mudam Bru Carol?
Mudam sim, mudam pra pior quando acham que estão sendo melhores que alguém e mudam pra melhor quando não se importam em se sobressair em ninguém.
Beijos!
O que você acha que ganha sendo forte? Ganhar não seria o verbo correto, acho que talvez, não exista força que vença qualquer sentimento triste que venha a te assolar. Eu já não faço mais questão de ser forte – hoje eu deixei de ser forte – porque pra variar, eu descobri que mais uma vez, ser forte não ajuda em nada.
Ajuda você a se sentir menos desprotegida, menos vulnerável, mas só faz você sentir, não te torna mais protegida e não te trará invulnerabilidade. Nada na vida nos deixa fortes, nos tornamos preparados para as desgraças que vem a ocorrer durante a longa estrada que seguimos, mas nada pode te fazer forte e que pena.
Eu queria poder concordar com você e dizer “sim, nada mais vai te fazer mal, você está preparado pra qualquer coisa, você é forte” mas não vou dizer isso, porque eu estou cansada de mentir pra você e pra mim mesma. Não somos fortes, somos igualmente fracos, e nossas fraquezas se maquiam para nos tornamos prontos pra qualquer coisa. Eu admito que não sou perfeita, e que com certeza, eu estou errada, mas eu não vou me fazer de forte dessa vez, aliás, eu cansei.
Eu não sei quem eu queria enganar quando fingia ser forjada de aço, quando eu escondia meus sentimentos atrás de um sorriso, eu só sei que agora quero escancarar ao mundo “EU NÃO ESTOU BEM”. Não me sinto bem, não acho motivos pra sorrir, não queria existir, queria apenas não ter acordado essa manhã; adoraria virar uma estrela e ficar brilhando no céu pra sempre, de lá eu não obrigaria ninguém a ser forte o bastante pra aturar minhas idiotices.
Aliás, esse é o momento perfeito que eu encaixo aquela frase adolescente “me odeio”. Me odeio porque eu não consigo consertar meus erros, porque eu não sei lidar comigo, porque eu não sei lidar com os outros, porque eu simplesmente me odeio – AAAAAAAAAAAAAAH, SURTEI! Não me arrependo, mas também não era a coisa certa, magoei alguém, magoei a mim mesma e só tenho certeza de uma coisa: tudo vai tomar um rumo diferente e eu deveria ficar feliz por isso.
Mas ficar feliz como? Você pode me garantir que está bem, você pode gritar ao mundo que é forte o bastante, mas a mim, aah, a mim você não engana. Eu te conheço há tão pouco tempo e já sei decodificar você; eu posso ver além da carne, dos ossos, da pele, eu vejo nos seus olhos, e apesar de não vê-los, eu vejo além, eu vejo sua imagem na minha cabeça, e cara, isso me dói – apesar de eu duvidar que você ache isso, que lerá isso, que enfim, acreditara em mim – demais porque do meu jeito eu te amo – não do seu jeito.
Sinto muito, mas desde o início eu deixei as coisas claras, sua amizade é muito importante pra mim, e a partir desse momento, você ultrapassou uma linha perigosa, uma linha que nos unia de um jeito que não era certo. Eu deveria ter te alertado, eu não sou perfeita, eu não mereço o seu sentimento, e eu já disso isso, só não quero perder sua amizade. Poxa, faltam apenas algumas semanas pra você ir para tão longe, eu detestaria olhar pra você e ver rancor, ódio, raiva no seu rosto... Já não bastam a minha.
Por que eu? Eu não sou o que você precisa, meu, tantas garotas por aí, que você poderia com certeza de interessar mais, e você, você opta pela mais estranha, mais estressada, mais idiota, mais atrapalhada, mas tonta, mais infantil, mais errônea... E agora você me odeia – nada mais justo.
Só peço que não compare essa dor com aquela dor que sentiu por aquela idiota. Primeiramente, eu odeio ser comparada a ela, e sei lá, não sei dizer isso sem ser grossa, mas o problema é meu, a vida é minha e eu faço o que eu quiser. Só que não! Espere! Eu me importo demais com você e eu não deveria porque você não é nada além de um amigo especial, e na verdade, eu acho que esse sentimento todo não passa de atração, logo isso vai passar e vamos rir com aqueles comentários “lembra quando você dizia que gostava de mim?” “hahaha, não sei como gostei de você sua troxa ;)” E sabe, eu não vejo a hora de poder tocar você sem ter medo de estar te dando mole, de poder te abraçar sem que todos me olhem com cara de “você está dando esperança a ele”. Acha que é fácil para eu perder um amigo do seu tipo para mim mesma? Não, não é.
Tenho saudades de ser só sua melhor amiga.
Sinto muito por hoje, sei que arruinei seu dia, mas você ainda vai me agradecer por isso.
No meio de tantas atribulações, eu finalmente pude parar um pouco e dedicar um tempo pra eu reorganizar minha cabeça. Não enumerarei os fatos, foram muitos e muito pouco tempo, eu achava que tinha um preparo psicológico excelente, mas percebo que ele é mais falho que meu coração burro.
Primeiramente, acho que eu devia falar sobre quando a nossa ficha cai. Eu sempre tive uma postura rigorosa sobre sentimentos e às vezes ‘fria’ era uma boa definição pra o que eu sou, porém, alguns fatos me pegaram de surpresa e eu acabei deixando minha armadura de “ok, está tudo bem” pra lá. Segunda feira eu cheguei da escola pensando nas minhas idiotices só pra variar um pouco e não notei nada absolutamente estranho – além do clima normal de uma segunda feira. Minha mãe me perguntou se eu não ia perguntar onde estava meu pai, achei a pergunta tão banal! O carro dele estava em frente de casa, mas ele não estava e eu tinha achado isso estranho, mas nenhum motivo pra alarde. Aí, ela me contou o que havia de errado naquela pacata segunda-feira: Meu pai estava internado com mais de 600 de diabetes. Naquele momento, minha reação foi controlada, eu fiquei normal, até descobrir que 600 de diabetes poderia ter levado meu pai a um coma, logo, ele estaria vegetando numa cama e sofrendo.
Minha ficha realmente caiu era mais à tarde, quando cheguei da casa de uma amiga, quando ouvi que agora, ele poderia estar inconsciente da vida. Lágrimas – ó, lágrimas! – escorreram pelo meu rosto e eu senti pela primeira vez na vida o medo de perder meu pai pra sempre – separação de pais? Aceitável. Eu nunca senti uma coisa tão horrível! Fiquei desesperada, queria vê-lo. E quando o vi, fiquei contente, mas sempre muito quieta, eu tinha a plena certeza de que aquilo era só um sustinho, afinal, ele nunca tinha tido se quer um vestígio de diabetes, tinha uma saúde de ferro.
terça-feira feira na escola, eu recebo a notícia que o pai de dois amigos falecera. Naquele momento eu fiquei meio estática, começou a vir na minha cabeça “e se fosse o meu pai? E se meu pai tivesse entrado em coma? E se ele não tivesse resistido?” tudo o que eu pensava era meu pai, o pai deles, eles, a mãe deles, minha mãe, todos! Sinceramente, ali eu deixei tudo vazar por entre os olhos, não tinha mais o que fazer, era hora de admitir: Sou fraca, sou tão fraca quanto vidro quando se derruba no chão.
Confesso que não gosto de velórios, aliás, odeio. Mas por André, Lucas e D. Inês, eu fiquei ali. Eu tinha meus problemas, mas nunca, jamais se abandona amigos quando eles mais precisam. Eu senti na pele o que eles sentiam, não com tanta intensidade, mas sempre me batia a tristeza e eu pensava “E o meu pai meu Deus?”
Após tudo isso, eu recebi a notícia de que a diabetes do meu pai é daquele pior tipo, que ela tinha picos, ela variava toda a hora e isso era péssimo. Outra vez, voltei ao hospital, ele parecia muito bem, e mais uma vez, eu me acalmei. ‘Tudo isso vai passar’ meus amigos me dizem, mas quando eles dizem isso, sinto como se fosse só a obrigação deles dizer isso. Eu não vou mentir, sou daquelas que recorre a Deus quando está encrencada, e bem, dessa vez não foi diferente. Eu pedia a ele “Por favor, não leve o meu pai, o senhor já me tirou tantas coisas esse ano, só não me tire ele”. Às vezes parece que eu sou a pessoa que Deus mais gosta de machucar, mas eu sei que de algum jeito, eu estou usando minha mania de perseguição contra ele, só pra variar. Bom, voltando ao assunto inicial, a diabetes ainda não estabilizou, hoje é a terceira noite que ele passa lá e eu não sei o que fazer e bem, não tem o que fazer. Não acho que meter-me vai ajudar muito. Não vai fazer diferença eu falar “Viu, se o senhor maneirasse na cerveja”, agora tudo passou. Tudo virou uma verdadeira merda e ele está lá.
Meu pai é o cara, ele é forte demais, eu sei que isso vai passar, mas eu não consigo afastar esse medo de perder ele pra morte. Acho que perder ele seria a coisa mais difícil e insuportável que poderia me acontecer. Nem se eu morresse eu faria tanta conta. Meu pai é um homem justo, ele me ensinou o que é caráter e a importância de tê-lo. Ele me deu lições que você não aprende na escola e nenhum dos seus amigos vão te ajudar a encontrar na internet. Meu pai é o único, e é o melhor. Ele não é o mais carinhoso, o mais atencioso, o mais babão, mas é o meu pai. Meu único pai.
E não vai ser essa droga de diabetes idiota que vai tirar ele de mim, aah, não vai!
Beijo.
Ah, o delicioso cheiro de alguém mais próximo, de alguém que eu desejo!
Eu realmente estou intrigada com o ser humano – comigo já não é pessoal, juro. Como podemos ser tão voláteis, tão repugnantes, tão nojentos, tão podres, fétidos e ao mesmo tempo tão maravilhosos, lindos, cheio de pecados a cada curva ou sorriso?
O que faz de mim, de você, do corpo humano mais próximo de você esse poço de questões difíceis de responder, o que causa essa sensação de desejo entre corpos tão sujos e tão castos ao mesmo tempo? O que é ser de carne e osso, o que é ser tão sujo quanto a lama e ao mesmo tempo, tão limpo quanto a pele dos anjos do céu?
Hoje – já passava das 2 horas da manhã – eu assistia tevê, zapeando pelos canais feliz da vida – mentira – e descubro um filme da globo bem interessante, CASANOVA era seu nome. Fiquei completamente apaixonada pela história do vagabundo Casanova que dormia com um milhão de mulheres e não se apaixonava por nenhuma, até conhecer Francesca Bruni – isso já é ficção.
Um pouco mais tarde, mas ainda hoje, vim a procurar no Google quem é e o que fez Casanova. Não diminuiu meu carisma por sua personagem completamente insana e tão fútil. Até me deu a idéia de escrever sobre os desejos da carne. Acho isso um assunto realmente questionador, porque, aliás, quem nunca teve um desejo?
Ai entra o começo confuso dos meus textos: Desejar? Mas desejar o quê? Essa carne podre? Por dentro somos todos asquerosos, cheio de sangue sujo, excrementos e tripas – ah que nojeira – e mesmo assim, morremos de vontade de “devorar” uns aos outros. Curiosíssimo, já que se somos tão podres por dentro, porque o exterior é tão “atraente”? Ok, você tem razão, nem todos são atraentes por fora e parecem refletir a podridão existente por debaixo da pele. Mas mesmo assim, ainda não desisto da minha nova teoria: Somos ilusão.
Meu professor de filosofia me fez pensar sobre isso, seria como se, de repente, eu não visse o que você vê, e não vendo o que você vê, eu penso completamente diferente de você! Há! Aposto que se você for muito leigo nisso vai parar de ler isso agora, pois do desejo, passei pro entendimento, a compreensão de cada um, calma, eu logo chegarei aonde quero.
Usando Casanova como exemplo, ele dormiu com aproximadamente 122 mulheres na vida toda, o desejo queimava como o inferno e sua colônia de verão dentro do corpo dele, porque ele via as mulheres com o exterior, o corpo, o pecado, o DESEJO, e etc. e tal. Será que um dia ele se lembrou que todas elas eram igualmente sujas, nojentas, fétidas e podres por dentro? Ah não, ele realmente não se importava nem um pouco de todas elas terem tripas e muito sangue, ele se importava com o desejo que ele tinha.
Por isso acho que somos realmente incríveis meu caro cidadão! Veja como a ilusão que o desejo causa nos faz esquecer que somos todos uma verdadeira podridão. Quando os olhos se encontram, o calor dos corpos se une num só, as mãos escorregam com intenções boas e ruins, ah, não há podridão, nojeira, sangue e tripas que atrapalhe! É um assunto que duvido que as pessoas achem apropriado para uma garota de 15 anos abordar, mas eu não resisti. Eu assisto todo dia uma – desculpem-me o termo – putaria degenerada na tevê, vídeos pornô que rodam via BLUETOOTH nos celulares masculinos e ainda assim, uma menina falar sobre o desejo no seu blog pode se tornar uma grande notícia e motivo para palavras sujas em bocas sujas começarem a aparecer, e eu adoro, admito.
Desejo carnal. Achei tão casuais essas duas palavras! Soa quase como um hino pra mim, pois você o vê presente em quase todos os lugares. Pessoas sujas desejando aquelas que se dizem limpas, e as limpas, que me desculpem, são as que mais desejam de afundar na sujeira errada! Eu não me classifico como suja e nem limpa. Eu tenho minhas famosas oscilações e no momento, eu estou vivendo uma fase de meia limpeza e completa sujeira. E também, deixando bem claro, a sujeira da qual faço uso aqui não é o tempo todo a sujeira sexual, até porque, o sexo não é sujo, são as pessoas que o sujam com seu jeito arcaico e a putaria já mencionada antes – isso me revolta e avisando, eu evito, mas adoro falar palavrão :D.
Para finalizar o pensamento desejoso de hoje, não me pergunte porque e de que eu vim a ter essa idéia de discutir o desejo carnal, eu deixo uma frase do meu mais novo filósofo de citações:
O mais sólido prazer desta vida é o prazer vão das ilusões – Casanova
Sem mais :*
Queria tanto poder por as mãos no destino e mudar completamente seu rumo! Escrever sob as linhas tortas e sinuosas do livro da vivência frases com o toque macio de uma pétala de rosa do jardim mais belo que houvesse e em seguida, correr pela chuva de diamantes líquidos e descobrir que tudo o que há em volta são apenas recordações rasgadas, amareladas, corroídas pelo tempo em que permaneceram criando mofo nos meus pensamentos.
Sim, eu realmente ando sem inspiração o suficiente para vir no Desencane para descrever meu carma. E tecnicamente, eu não estou tendo um carma suficientemente grande pra ser despejado numa página da web sob formato de rebeldia e sofrimento, até porque não é sofrimento o meu problema.
Estou com sérios problemas com a rebeldia. A cada dia ela aflora mais em mim, cada dia eu acordo com um pensamento mais inimigo que o anterior, e a cada segundo, novas coisas eu penso, novas coisas eu digiro e novas coisas me fazem mal – ou bem? – sem eu sequer perceber, curioso não?
Não sei como descrever isso, há algum tempo aprendi a guardar pra mim o que eu sentia, mas agora, está tudo muito bagunçado e eu estou perdida no meio da minha própria floresta densa, com árvores grandes e – SURPRESA! – eu não sei sair daí. Não é que seja algo relacionado à vida afetiva – não é, ah, que pena. Procure fofoca em outro lugar – mas de qualquer maneira, deriva do afeto.
Eu estou tão preocupada, mas não sei de onde vem a minha preocupação. Não há motivos pra eu ficar tão vulnerável, e de repente, ser atacada por dores de cabeça terríveis, tremores inexplicáveis na mão e etc. E também, não estou com a mínima vontade de escrever sobre o que estou sentindo. Eu tenho tantas idéias, tantas coisas bonitas a serem ditas, mas na hora de passar pro papel, não consigo dizer absolutamente nada. E pra detonar mais ainda – não que eu ache que isso detona, longe de mim, mas é que esses jovens de hoje em dia acham uma babaquice – estou ouvindo música clássica na mesma ou maior quantidade que bebo líquidos.
Eu não acho que música clássica dê sono, aliás, acho que sou a única ‘estranha’ que escuta ‘isso’ num sábado em casa, escrevendo textos pro seu blog. Soa tão nerd, mas pra mim, tanto faz quanto tanto fez. Recomendo Clair de Lune – Claude Debussy. (É de crepúsculo, e daí mano?)
To com uns tremores na mão na mão direita, e isso tá muito estranho, enxaquecas freqüentes e meu Word ainda não está adaptado ao novo acordo ortográfico, então você vai ler tremas e acentos aonde eles não existem mais.
To cansada de surpresas e de mistérios, eu só queria ficar sozinha numa praia ouvindo o som do mar e enterrando meus dedos na areia fofinha. Eu já nem sei mais o que é o melhor pra mim, parece que toda ação tem uma reação imediata e essa reação sempre acaba arrancando um pedaço de mim. Não estou consideravelmente massacrada, mas posso dizer que estou muito exausta disso tudo e queria correr mais que o Ed Cullen pra lugar algum, aonde lugar algum nunca levasse a nenhuma coisa, porque nenhuma coisa não me faria pensar em nada e nada não é ruim porque não é surpresa nem mistério, é simplesmente nada.
Adoro fazer este jogo de palavras. Adoro fazer o meu jogo. Adoro jogar jogos de desafio.
Beijo.
Bru Carol é só uma personagem.
E por trás de tanta ideologia, eu percebo que o mundo é apenas isso, um jogo bonito de faz de conta, onde quem tem mais sempre fica por cima de quem tem um pouco menos.
Sempre fui meio idealista, achava que o mundo tinha de ser igual para todos. Todos deviam ter um carro do ano, casa própria, estabilidade financeira, boa – e digna – profissão, filhos na escola e família completa, feliz e sem desgraças naturais, era assim que eu sempre sonhei o mundo perfeito; não existiria vestígio da violência, do martírio diário das crianças nos faróis, e nenhum político volúvel vendendo sua alma por alguns milhões de dólares.
Aí você se pergunta o porquê de eu estar tratando desse assunto enquanto muita gente está pulando alegremente o carnaval na rua, esquecendo do IPTU, IPVA e de outros mil e um impostos que temos que pagar a um governo que esbanja quase tudo em futilidade – sempre ou quase sempre inúteis pra nossa vida.
Futilidade, ta aí uma coisa que me intriga sabe. Muitas pessoas vem e me dizem “Nossa Bru, como eu odeio gente fútil” e não sai do lado dessas pessoas; e isso faz eu achar graça nas contrariedades – ou seria mais falsidade – que o ser humano apresenta.
As vezes, eu tenho receio de parecer falsa, de ser o tipo de pessoa que todos olham e comentam algo ruim – é, isso acontece com mais freqüência que você imagina – que passou, ou que talvez nem tenha acontecido, mas apenas comentam pelo fato de que falar da minha vida é simplesmente ‘gratificante’; mas já faz algum tempo, que isso tem mudado um pouco. Andei pensando muito nas coisas que fiz, e entendo plenamente que eu em tudo que eu fiz, sempre teve um fundo de verdade e vontade própria. E não, não tenho bipolaridade, eu sou apenas como um camaleão que sabe se adaptar perfeitamente a cada situação que enfrenta.
Por isso no começo desse texto, já comecei com a frase “Bru Carol é apenas uma personagem”. Na verdade, Bru Carol sou eu. Um Eu feito para ser dilacerado, mal falado e mal interpretado pelo resto do mundo. As pessoas que não me conhecem, que não podem me julgar, que não podem ser melhores que eu me conhecem apenas por Bru Carol e pelos meus atos. Diferentemente as pessoas que conhecem Bruna Caroline.
Não que sejam pessoas completamente diferentes, eu não sou tão insana pra ter duas pessoas distintamente diferentes dentro de mim, sou apenas uma, mas as visões de mim são muitas.
É apenas uma dica, que não vale apenas pra mim, mas pra qualquer pessoa que saiba seus verdadeiros valores e não aceite ser apenas mais um entre outros bilhões de pessoas que acordam, levantam e deitam iguais: Não se deixe levar pelo o que os outros acham de você, porque o que as pessoas acham de você, você pode comprar e mudar com agrados, presentes – enfim, se você tiver algum tipo de regalia social, serve também – mas o que você sabe que é, isso não pode mudar. Ainda queria saber como algumas pessoas se sentem ao deitar na cama e pensarem que são um verdadeiro monteiro de falsidade e hipocrisia – talvez, pela própria mente alienada, elas não pensem (:
Com essa reflexão um pouco revoltada das pessoas, eu deixo apenas uma mensagem: Não tente julgar alguém como eu. Sou apenas incompreensível. Sim, posso ser IDIOTA no seu ponto de vista, mas... Quem disse que ele me importa? :D
OMITIR: do Lat. omittere
deixar, voluntária ou involuntariamente, de dizer ou fazer qualquer coisa que era de seu dever ou obrigação;
não mencionar; olvidar; postergar; preterir; negligenciar.
Para mim, omitir não é como a mentira. Omitir, de um ponto de vista não é tão ruim assim - no meu ponto de vista.
Sempre ouvi que a mentira era algo feio, que jamais deveria falar mentiras e etc, mas creio que cresci num meio onde a mentira predomina até hoje, e não tem previsões de deixar tão cedo. Você mentir sobre gostar muito de alguém quando não gosta, ou mentir que foi bem na prova para seus pais, pode até ser mentiras com 'pernas curtas', mas você as conta em função de amenizar um mal maior, ou seja, algo que irá ferir alguém e você tenta - ao menos né - remediar enquanto puder com pequenas alterações da história da vida.
Há as mentiras ruins, as más, as contadas com o objetivo de destruir, humilhar, zoar as pessoas, mentiras assim são devolvidas na mesma moeda, embora pareça demorar, sim elas, também tem perna curta, e o mentiroso, bem, ele sempre encontra alguém mais mentiroso que ele e aprende algumas lições.
Mas a questão central é a omissão. Omitir seria quase uma mentira, mas com a diferença é que você nunca aumenta ou diminui os fatos, você apenas os omite, os esconde e tenta esquecê-los para sempre, para não ter que dizer à alguém que algo deu errado, que você errou, que ele errou, ou que todos estão errados. A omissão seria uma tentativa de poupar sofrimento. Mas por quê?
Eu sempre fui o tipo de garota que se pergunta por quê toda hora, por toda causa ou consequência. Detesto não saber o que ocorre em volta de mim, e por isso, não entendia bem pra que e por quê as pessoas omitam os fatos de mim. Recentemente, eu aprendi uma lição importante sobre omissão e silêncio - não muito recente, mas o suficiênte pra me deixar com friozinha na barriga sempre que tenho de me calar .
Omitir é algo necessário na vida humana. Às vezes jogo meio limpo, mas na maioria das vezes estou omitindo meu eu interior. Confesso que sempre fui muito explosiva e sempre muito respondona, mas sempre estou omitindo uma Bru Carol mais agressiva e temperalmental para o bem estar geral da nação, e quando eu digo, 'você não me conhece nem um pouco', acredite, você não conhece mesmo.
Omitir sentimentos é a minha contradição favorita. Talvez pelo fato dos sentimentos poderem te fazer tão feliz e dalí cinco minutos, virarem contra você e destruírem sua vida. Sim, eu omito meus sentimentos, pois pelo que eu sei, não sou a única e nem a última, eu apenas ADMITO o que eu faço, e não tenho medo de comentários agressivos, omitir não é ruim, é saudável quando você omite as coisas certas.
Omito o ódio, a raiva - quando dá, eu tento, mas às vezes, ela me consome! -, os sentimentos fracos, os medos e mais um par de outras coisas, o que eu puder omitir eu omitirei, isso me torna menos vulnerável que qualquer outro ser humano e não me arrependo.
Omitir a verdade é uma escolha diferente de omitir qualquer outro fato. A omissão de uma verdade pode destruir uma vida - senão muitas -, pode causar dor, sofrimento. Mas ao mesmo tempo, dizer tudo, dizer o que realmente tem de ser dito pode ser tão fatal quanto ficar quieto. Aí está uma das grandes contradições que vivo citando por aqui. Como saber o que é certo para aquele momento e errado? Como não perder as estribeiras e deixar ser conduzido pra uma escolha ruim e o pior, sem volta?
A omissão, assim como o ato de mentir, pode salvar alguém, assim como destruir. O que podemos fazer é tentarmos avaliar tudo, com todo cuidado. Nada pode escapar aos nossos olhos, porque, às vezes, nossos próprios olhos escondem a verdade. E uma meia verdade, é uma mentira inteira.
Beijo;*
Minha mãe me disse que eu sou Turca. Sempre morro de rir quando ela diz isso.
Ela diz que pelo tamanho do meus olhos, minha cor de pele - leia-se, a mais escura daqui de casa - e pelo formato das minhas sombrancelhas, eu tenha esse apelido. Não sei porque eu acho isso tão comédia. E talvez, ela tenha meio que razão.
Pelo meu conhecimento, os turcos são mal humorados e briguentos - seriam defeitos meus ou impressão? - e eles também, são economistas de primeira, odeiam gastar seu dinheiro. É, talvez eu seja Turca e não saiba. Mas a questão aqui não é saber se eu sou Turca ou não, e muito menos falar sobre eles. É mais sobre mim mesma que eu quero falar. Hoje eu estava sem muitas opções de lazer e fui fazer um teste no capricho.com.br - eu sei, a tendência é a decadência \z - e procurando lá entre os demais testes sobre "Ele é afim de você?", "Você é uma boa amiga?", "Seu cachorro te ama?" e afins, eu achei um bem a minha cara: "Você é paranóica?"
Realmente, achei aquilo fantástico e cliquei, iria descobrir finalmente se sou apenas uma garota que pensa demais e adora caminhar sozinha ou se sou uma débil maluca que deveria estar presa para não se tornar uma Terrorista Homicída do Hamas, mas enfim, eu comecei a fazer o teste. É claro que esses testes sempre me decepcionam, não tem uma questão que se encaixe perfeitamente em mim, então tenho que especular em algumas que façam algum sentido, ou pelo menos, se pareçam um pouco comigo, o que é quase, um teste de paciência. Fazendo o teste, empolgada, fui notando que algumas questões ali meio, meio que absurdas, levariam ao 'paranóia total' - o que, só pra avisar, não se encaixava comigo.
Terminado o teste, eu descobri, por fim que eu sou uma QUASE PARANÓICA! Chamar a CIA? A KGB? O FBI? Talvez a CSI? Comecei a rir da minha própria cara quando li a descrição do tal teste: Na verdade, eu sou MUITO normal, e estou bem longe da paranóia, que é uma coisa que nós criamos - se eles dizem né --' - e temos que nos vacinar contra. Realmente, aquilo me fez rir muito e ficar com vontade de explodir a minha própria cabeça oca. Eu sempre me julgo muito lunática, com poderes extra-humanos, que sou uma Tsunami de pensamentos inconstantes e que quase sempre não estou em plena concordância com o resto do mundo - o que não deixa de ser verdade ;~.
E também é visível que este teste não vai me fazer aprender a ser menos paranóica comigo mesma. É claro que eu ainda serei encanada com as coisas, suspeitar da minha própria sombra e armar minha armadura de espinhos pra qualquer corpo humano, isso é meu jeito, e dele não abro mão. Pra que eu escrevi tudo isso em justificativa do teste? Ué, nunca se passou pela sua cabeça que as vezes nos julgamos meio loucos?
Ok, talvez eu seja meio louca mesmo, e eu precise me acostumar com esses meus ataques de irrealidade de vez em quando. Ou, eu esteja muito a frente do meu tempo e da minha situação que tudo que eu penso e faça está muito além do que as pessoas pensam e fazem hoje, o que não deixa de ser curioso, do mesmo jeito.
Não fico correndo atrás de ser uma pessoa que todos lembrem como 'Ela usava mais de 10% da capacidade cerebral, era um gênio em série, etc', não, felizmente ainda tenho alguma lucidez aqui dentro e penso mais que o meu legado vai ser bem mais útil que um blog cheio de encanações da Turquinha da mamãe --'
Com certeza, eu gostaria apenas que vissem mais além da meninas 'nerds' que escrevia posts gigantes no blog, queria até que entendessem que é uma forma de expressão livre e infinita - finita no caso desse blog ordinário. Ninguém entende necessáriamente minha necessidade de estar sozinha, de caminhar com o pensamento livre, ou simplesmente, deixar que a brisa me leve pra qualquer lugar. É lógico que o mundo onde eu estou quando não estou em mim mesma é um mundo de faz de conta muito bom. Lá, todas minhas vontades são atendidas, e me vejo passando e vivendo alguma situação que sei que, nunca, jamais, never, estarei. Mas é bom, é bom você não precisar estar em certas situações, o mundo de faz de conta ilude muito a gente, temos que saber nos aproveitar de suas alegrias, mas nunca tentar vivê-las, pois elas não passam de desejos e FANTASIAS.
E como boa "Turca" que sou, também sobra ignorância - não seria a ignorância intelectual, mas quem sabe :D. Não vou dizer aqui que sou uma Miss Simpátia, pois realmente não sou. E não tento. Detesto ser o que não sou, e principalmente, não consigo ser falsa por mais de 1 minuto - sim, a minha máscara cai ;x - E é claro, não sei agradar ninguém. Não sou uma pessoa que tenha inimigos, mas tenho inimizades declaradas e não, não faço a mínima questão de torná-las amizades. Se me mantenho longe de alguém, é ou porque esse pessoa não acrescenta nada na minha vida ou ela me trás uma sensação péssima - na maioria das vezes, fingimento, falsidade, comentários ruins e afins - que eu tento evitar.
Ter uma posição como a que tenho geralmente gera conflitos. Vamos dizer que nas poucas vezes que isso me deu problema, já ouvi que era mais fria que mármore, que tinha um muro em volta de mim e que eu era uma tentiva falhada de filosofia de vida. É claro que eu não vivo 100% do que eu digo. É quase que impossível eu me aceitar como sou. Às vezes olho no espelho e coloco mil defeitos no rosto, no corpo, na roupa, no tênis e no cabelo, mas há dias que eu realmente consigo me entender e fico de boa, escrevendo mil textos como esse sobre se aceitar e ser quem você é.
Eu chamo isso de Filosofia de Banheiro, não porque ela seja uma merda afinal - HAUHAUAHUAHUAHUAHA - Mas porque todo dia que eu acordava, sendo as 15 prás 6 da manhã pra ir pra escola ou 15 pras 1 da tarde quando era final de semana, eu tinha uma filosofia nova quando me olhava no espelho do banheiro, e a que anda durando mais é essa.
Pra concluir - FINALMENTE BRUNA CAROLINEE! - eu entrei com esse assunto de minha mãe me chamar de Turca pra criar uma atmosféra de minha vida. Certamente, se eu ficasse aqui falando sobre mim, escreveria mil e um textos assim e nunca terminaria, pois como já disse, sou a maior contradição já encontrada na face da terra.
Mas sobre ser meio Turca, ainda acho que é piada de mal gosto :@
beijo ;*
por motivos de espaço, não postarei meu artigo aqui.
Blog de merda ¬¬'
Não é a toa que já me falaram que eu sou a menina mais confusa que existe no mundo!
Há dias que eu acordo com uma imensa vontade de mandar todo mundo pastar e extravasar qualquer sentimento ruim e existente dentro de mim envenenando pessoas por aí. Mas há dias como hoje, que sinto a necessidade de lavar a alma e esquecer que eu sou uma mimada que sempre acaba ferindo outros. Eu sempre soube, desde criança que eu não era um tipo comum de pessoa, e a minha mãe já tentou me levar a um psicólogo, só que nem ele conseguiu me tratar e então, empurrou a cadeira de paciente pra minha mãe, pra ela tentar aprender a lidar comigo. Fato.
Realmente, eu não me acho uma pessoa boa pra se conviver, porque tenho uma espécie de transtorno bipolar programado. Quando canso, não meço minha grosseria e posso ser sim, sua pior inimiga, mas ainda não sei como, sua melhor amiga! Talvez seja esse meu gênio 8 ou 80 que me torne tão absoleta nas minhas idéias! Eu sempre arranjo um jeito de me culpar depois que faço algo que julgo errado, mas quem não erra hoje em dia? Eu posso não ser fofa e meiga como as meninas de hoje, que só pensam em sair e namorar. Ao contrário, eu penso muito no meu futuro! E isso me faz ir longe, longe demais as vezes.
Eu não gosto de ser um poço de amargura (elogio que ouvi esses dias mesmo) e muito menos ser uma criançinha que fica brincando com os sentimentos alheios ( esse então, muito criativo [y]) é apenas o que eu gostaria que metade da população que me julga como bem entende entendesse, que é minha defesa natural e que não vou mudar tão cedo por ninguém. Desde criança eu sou muito independente, seja nos sentimentos, ações, escolhas ou em qualquer outro tipo de coisa. Não sou a melhor pessoa pra se conviver todos os dias, mas tente concentrar minha cabeça em coisas que não me revoltem e me deixem propícia pra patadas.
É claro que me tirar do sério é fácil, e anda cada vez mais fácil. E há pessoas que estão cada vez mais qualificadas nisso! Um desabafo comigo mesma: Eu não me acho tão falsa assim, minha definição pra falsidade é quando você mente e agrada uma pessoa que você não gosta nem um pouco. Qual foi a última vez que agradei algum individuo assim? E também não acho que faço errado pensando em mim e deixando um pouco de lado o mundo e outras pessoas porque afinal, ninguém vai estar comigo no meu leito de morte e ninguém iria trocar a própria vida pela minha, e é essa a realidade. Não existe ninguém que lhe daria a própria vida porque 'diz' que daria, é esse o fato: cada um por si e Deus por todos.
Sinceramente, eu detesto estragar os sonhos das pessoas, mas também, gosto de ser realista. Não ajo por impulso, e se ajo, é porque eu estou muito irada e com ódio - escuta aqui, você acha que só porque respira, tem dois olhos e um nariz não pode sentir-se fraco e bravo alguma vez na vida? desculpe te acordar do sonho perfeito, mas é assim que as coisas funcionam no mundo real.
Por isso que hoje eu acordei meio sem sentidos e logo que liguei meu computador e passou-se algum tempo eu decidi que ia apagar de vez por todas aquelas inconveniências. Chega de bancar a maldade em pessoa e tá na hora mesmo de eu pôr tudo em pratos limpos. Detesto sentir que deixei coisas pra trás mal resolvidas. Até porque não sei quanto tempo mais ficarei aqui, e quero muito ir embora e deixar tudo resolvido - intercâmbio, intercâmbio õ/ - para não arrastar ainda mais dúvidas e comentários pretenciosos.
E sabe qual é agora? Agora é tocar pra frente! Esse ano que vai vir vai ser o melhor de todos os anos, e enfim, a gente tem que aprender com cada cabeçada! E foi por isso que eu criei o desencane, para poder por pra fora tudo o que está dentro. Mas você sabe, que nem tudo o que está dentro realmente pode sair ;/
Beijo ;*