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Bru Carol é só uma personagem.
E por trás de tanta ideologia, eu percebo que o mundo é apenas isso, um jogo bonito de faz de conta, onde quem tem mais sempre fica por cima de quem tem um pouco menos.
Sempre fui meio idealista, achava que o mundo tinha de ser igual para todos. Todos deviam ter um carro do ano, casa própria, estabilidade financeira, boa – e digna – profissão, filhos na escola e família completa, feliz e sem desgraças naturais, era assim que eu sempre sonhei o mundo perfeito; não existiria vestígio da violência, do martírio diário das crianças nos faróis, e nenhum político volúvel vendendo sua alma por alguns milhões de dólares.
Aí você se pergunta o porquê de eu estar tratando desse assunto enquanto muita gente está pulando alegremente o carnaval na rua, esquecendo do IPTU, IPVA e de outros mil e um impostos que temos que pagar a um governo que esbanja quase tudo em futilidade – sempre ou quase sempre inúteis pra nossa vida.
Futilidade, ta aí uma coisa que me intriga sabe. Muitas pessoas vem e me dizem “Nossa Bru, como eu odeio gente fútil” e não sai do lado dessas pessoas; e isso faz eu achar graça nas contrariedades – ou seria mais falsidade – que o ser humano apresenta.
As vezes, eu tenho receio de parecer falsa, de ser o tipo de pessoa que todos olham e comentam algo ruim – é, isso acontece com mais freqüência que você imagina – que passou, ou que talvez nem tenha acontecido, mas apenas comentam pelo fato de que falar da minha vida é simplesmente ‘gratificante’; mas já faz algum tempo, que isso tem mudado um pouco. Andei pensando muito nas coisas que fiz, e entendo plenamente que eu em tudo que eu fiz, sempre teve um fundo de verdade e vontade própria. E não, não tenho bipolaridade, eu sou apenas como um camaleão que sabe se adaptar perfeitamente a cada situação que enfrenta.
Por isso no começo desse texto, já comecei com a frase “Bru Carol é apenas uma personagem”. Na verdade, Bru Carol sou eu. Um Eu feito para ser dilacerado, mal falado e mal interpretado pelo resto do mundo. As pessoas que não me conhecem, que não podem me julgar, que não podem ser melhores que eu me conhecem apenas por Bru Carol e pelos meus atos. Diferentemente as pessoas que conhecem Bruna Caroline.
Não que sejam pessoas completamente diferentes, eu não sou tão insana pra ter duas pessoas distintamente diferentes dentro de mim, sou apenas uma, mas as visões de mim são muitas.
É apenas uma dica, que não vale apenas pra mim, mas pra qualquer pessoa que saiba seus verdadeiros valores e não aceite ser apenas mais um entre outros bilhões de pessoas que acordam, levantam e deitam iguais: Não se deixe levar pelo o que os outros acham de você, porque o que as pessoas acham de você, você pode comprar e mudar com agrados, presentes – enfim, se você tiver algum tipo de regalia social, serve também – mas o que você sabe que é, isso não pode mudar. Ainda queria saber como algumas pessoas se sentem ao deitar na cama e pensarem que são um verdadeiro monteiro de falsidade e hipocrisia – talvez, pela própria mente alienada, elas não pensem (:
Com essa reflexão um pouco revoltada das pessoas, eu deixo apenas uma mensagem: Não tente julgar alguém como eu. Sou apenas incompreensível. Sim, posso ser IDIOTA no seu ponto de vista, mas... Quem disse que ele me importa? :D