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Queria tanto poder por as mãos no destino e mudar completamente seu rumo! Escrever sob as linhas tortas e sinuosas do livro da vivência frases com o toque macio de uma pétala de rosa do jardim mais belo que houvesse e em seguida, correr pela chuva de diamantes líquidos e descobrir que tudo o que há em volta são apenas recordações rasgadas, amareladas, corroídas pelo tempo em que permaneceram criando mofo nos meus pensamentos.
Sim, eu realmente ando sem inspiração o suficiente para vir no Desencane para descrever meu carma. E tecnicamente, eu não estou tendo um carma suficientemente grande pra ser despejado numa página da web sob formato de rebeldia e sofrimento, até porque não é sofrimento o meu problema.
Estou com sérios problemas com a rebeldia. A cada dia ela aflora mais em mim, cada dia eu acordo com um pensamento mais inimigo que o anterior, e a cada segundo, novas coisas eu penso, novas coisas eu digiro e novas coisas me fazem mal – ou bem? – sem eu sequer perceber, curioso não?
Não sei como descrever isso, há algum tempo aprendi a guardar pra mim o que eu sentia, mas agora, está tudo muito bagunçado e eu estou perdida no meio da minha própria floresta densa, com árvores grandes e – SURPRESA! – eu não sei sair daí. Não é que seja algo relacionado à vida afetiva – não é, ah, que pena. Procure fofoca em outro lugar – mas de qualquer maneira, deriva do afeto.
Eu estou tão preocupada, mas não sei de onde vem a minha preocupação. Não há motivos pra eu ficar tão vulnerável, e de repente, ser atacada por dores de cabeça terríveis, tremores inexplicáveis na mão e etc. E também, não estou com a mínima vontade de escrever sobre o que estou sentindo. Eu tenho tantas idéias, tantas coisas bonitas a serem ditas, mas na hora de passar pro papel, não consigo dizer absolutamente nada. E pra detonar mais ainda – não que eu ache que isso detona, longe de mim, mas é que esses jovens de hoje em dia acham uma babaquice – estou ouvindo música clássica na mesma ou maior quantidade que bebo líquidos.
Eu não acho que música clássica dê sono, aliás, acho que sou a única ‘estranha’ que escuta ‘isso’ num sábado em casa, escrevendo textos pro seu blog. Soa tão nerd, mas pra mim, tanto faz quanto tanto fez. Recomendo Clair de Lune – Claude Debussy. (É de crepúsculo, e daí mano?)
To com uns tremores na mão na mão direita, e isso tá muito estranho, enxaquecas freqüentes e meu Word ainda não está adaptado ao novo acordo ortográfico, então você vai ler tremas e acentos aonde eles não existem mais.
To cansada de surpresas e de mistérios, eu só queria ficar sozinha numa praia ouvindo o som do mar e enterrando meus dedos na areia fofinha. Eu já nem sei mais o que é o melhor pra mim, parece que toda ação tem uma reação imediata e essa reação sempre acaba arrancando um pedaço de mim. Não estou consideravelmente massacrada, mas posso dizer que estou muito exausta disso tudo e queria correr mais que o Ed Cullen pra lugar algum, aonde lugar algum nunca levasse a nenhuma coisa, porque nenhuma coisa não me faria pensar em nada e nada não é ruim porque não é surpresa nem mistério, é simplesmente nada.
Adoro fazer este jogo de palavras. Adoro fazer o meu jogo. Adoro jogar jogos de desafio.
Beijo.